Eternizar momentos, fugazes e belos, é transpor para o presente pedaços de alma, reviver continuamente emoções sentidas.
28 de janeiro de 2010
Teci durante a noite a teia
Teci durante a noite a teia astuciosa
Dum poema.
Armei o laço ao sol que há-de nascer.
Rede frágil de versos,
É nela que o meu sono se futura
Eterno e natural,
Embalado na própria sepultura.
Vens ou não vens agora, astro real,
Doirar os fios desta baba impura?
Miguel Torga
Dum poema.
Armei o laço ao sol que há-de nascer.
Rede frágil de versos,
É nela que o meu sono se futura
Eterno e natural,
Embalado na própria sepultura.
Vens ou não vens agora, astro real,
Doirar os fios desta baba impura?
Miguel Torga
27 de janeiro de 2010
12 de janeiro de 2010
Cada árvore é um ser para ser em nós
Cada árvore é um ser para ser em nós
Para ver uma árvore não basta vê-a
a árvore é uma lenta reverência
uma presença reminiscente
uma habitação perdida
e encontrada
À sombra de uma árvore
o tempo já não é o tempo
mas a magia de um instante que começa sem fim
a árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas
e de sombras interiores
nós habitamos a árvore com a nossa respiração
com a da árvore
com a árvore nós partilhamos o mundo com os deuses
António Ramos Rosa
Gaivota
Homem T
Mais de uma centena de artistas plásticos foi desafiada para pintar 100 manequins em fibra de vidro, de tamanho real, de forma a representarem a sua imagem pessoal sobre o “homem total”, um conceito utópico que visa gerar uma reflexão sobre a necessidade de um novo paradigma social, sem segregação. Trata-se de um projecto de intervenção cultural e artística que pretende ter sobretudo um impacto social.
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